domingo, 23 de maio de 2010

Projeto Pedagogico do Curso de Enfermagem

Segundo Gadotti (cit por Veiga, 2001, p. 18), “todo projeto supõe ruptura com o presente e promessas para o futuro. Projetar significa tentar quebrar um estado confortável para arriscar-se, atravessar um período de instabilidade e buscar uma estabilidade em função de promessa que cada projeto contém de estado melhor do que o presente. Um projeto educativo pode ser tomado como promessa frente determinadas rupturas. As promessas tornam visíveis os campos de ação possível, comprometendo seus atores e autores”.

O curso de Enfermagem da Universidade Federal de Uberlândia teve início em 1999 para atender a demanda e a necessidade regional da formação de novos profissionais para o grande fluxo de pacientes e hospitais localizados em Uberlândia e região.

O Projeto Pedagógico original do curso era baseado no currículo aprovado pelo MEC com as disciplinas básicas do curso e visava somente à formação de profissionais para o mercado de trabalho.

Saindo do período de conforto descrito por Gadotti, o corpo docente do curso de graduação em Enfermagem notou em 2004 o dever de uma reformulação do Projeto Pedagógico original uma vez que foi constatada a necessidade de atender também o perfil do profissional egresso e para visar à formação de profissionais licenciados para suprir uma demanda na área de educação que foi sentida pelos profissionais.

Tendo como base esse requisitos foram então estabelecidos os preceitos que norteariam a construção e elaboração do novo projeto, estes preceitos eram: “saúde enquanto qualidade de vida; Enfermagem como prática social; o cuidado como objeto de trabalho da Enfermagem; o trabalho em saúde como prática multiprofissional e intersetorial; a indissociabilidade entre o ensino, pesquisa, extensão e serviço; a formação do professor de Enfermagem para a educação básica e profissional; a ética como referencial orientador das ações educacionais e profissionais e; a avaliação emancipatória como componente do processo educativo” (Currículo Pleno de Enfermagem).

Com os conceitos prontos ficou então preconizado que o próximo passo seria definir o projeto por núcleos de formação, com isso ocorreu a integração de disciplinas afins, a formação de bacharéis e licenciados ao longo de quatro anos e a possibilidade da criação e participação de projetos de pesquisa e extensão realizadas individualmente ou como parte das horas obrigatórias de estagio contidas na resolução do currículo.

Com o novo Currículo e o novo Projeto prontos o curso de enfermagem entra então no período de instabilidade definido por Gadotti. O curso para uma melhor formação e atendimentos dos novos alunos deixa de ser aplicado somente no período noturno e passa a ser ministrado de forma integral para as novas turmas ingressantes.

Ainda neste período turbulento para atender o novo projeto do curso era necessária a contratação de novos professores capacitados que possuíssem competências didáticas para ministrarem as disciplinas respectivas a sua formação, sendo essas competências a experiência na conduta com os alunos, a didática na transmissão dos conhecimentos e os saberes científicos dos mesmos.

Passado o período de instabilidade do curso e tendo sido concertadas as “rupturas” constatadas no projeto inicial e com o novo pronto, com novos professores capacitados e com as novas disciplinas determinadas o curso começou a funcionar de maneira harmônica e eficaz.

Assim, depois da visão da real necessidade ambiental, o Projeto Pedagógico do Curso de Enfermagem foi montado visando não somente o aluno enquanto graduando como também o egresso, de modo a oferecer uma educação continuada atendendo a todas as necessidades percebidas oferecendo uma melhor formação ao profissional Enfermeiro.

Referências:

[1] Currículo Pleno de Enfermagem

[2] Site: http://www.famed.ufu.br/sub/3/histarico/

[3] Currículo de Enfermagem MEC

[4] VEIGA, I. P. A. (Org.) Projeto político-pedagógico da escola: uma construção possível. 23. ed. Campinas: Papirus, 2001.


Vanessa Cotian, Camila Ferraz, Mariana Barra, Paulo Henrique.

sábado, 8 de maio de 2010

Sobre o "tio do Pastel"...

Pra quem ainda não viu os cartazes, o "tio do pastel" foi proibido de circular e vender seus salgados nas imediações do campus umuarama devido a ganância e ingnorância dos outros estabelecimentos ali instalados. Venho pedir que como protesto, NÃO COMPREM NAS LANCHONETES DO CAMPUS UMUARAMA.

p.s: divulguem no orkur, na opção "promova". (e de qq outra maneira)

Abraço!

12 de Maio Dia do Enfermeiro (a)

Dia 12 de MAIO

Dia do Enfermeiro (a)

"O que é ser enfermeiro?Ser enfermeiro é tudo aquilo que mais ambiciono na vida. É uma maneira de estar, de se apresentar ao mundo de braços abertos. É um olhar atento ao pormenor, que foge à vista do senso comum. É uma forma de viver para o próximo...sem nunca deixar de ser nós mesmos. Ser enfermeiro: É estar presente, mesmo quando se está ausente... É a palavra dita à pessoa certa, na hora certa. É reparar em tudo, e em mais alguma coisa que ninguém mais repara no paciente. É o paciente sentir-se protegido, como se um anjo o cuidasse. É querer o melhor, afastando o pior. Por que escolhi ser enfermeiro? Escolhi os plantões, pois sei que o escuro da noite amedronta os enfermos. Escolhi estar presente na dor, porque já estive muito perto do sofrimento. Escolhi servir ao próximo, pois sei que todos nós um dia precisamos de ajuda. Escolhi o branco para transmitir a paz. Escolhi estudar os métodos de trabalho, porque os livros são as fontes do saber. Escolhi ser enfermeiro e me dedicar à saúde, porque respeito a vida. Ser enfermeiro é um mito... é mágico!

Parabéns futuros Enfermeiros (as)!!!!

Kamila Rosa Martins


sexta-feira, 30 de abril de 2010

De manhã, a mãe foi bater na porta do quarto do filho:
- Filho, acorda!
- Hoje não vou à escola! E não vou por três motivos: estou morto de sono, detesto aquele colégio e não aguento mais os professores!
- Mas você tem que ir, filho! E por três motivos: você tem um dever a cumprir, já tem 45 anos e é o diretor do colégio...

terça-feira, 27 de abril de 2010

"As Pessoas são Como os Envelopes
As pessoas e os encontros, por vezes, são como os envelopes bem endereçados que recebemos. Sabe-se o nome e a morada, mas não se sabe o que vem lá dentro. Será uma conta a pagar, um convite, um folheto de publicidade? Será uma cunha, umas boas festas? É que o envelope rasga-se e depois vê-se o que vem lá dentro. As intenções do coração vêm sempre ao de cima, não há máscara que lhes resista... "


(Padre) Vasco Pinto de Magalhães, in 'Não Há Soluções, Há Caminhos'

domingo, 11 de abril de 2010

A docência como ação complexa:O papel da didática na formação de professores

A Didática se refere basicamente a arte ou técnica de ensinar. Quando trabalhamos com o papel desta ciência na formação de professores precisamos considerar a organização de todos os recursos didáticos que levem a um objetivo educacional no processo abrangente do ensino. Precisamos considerar que dentro do processo de formação, a Didática limita-se a alguns componentes básicos como, por exemplo, o educador, o método a que se recorre, o educando, a matéria que se ensina e os objetivos a serem atingidos no decorrer do processo. É necessário ter em mente que a didática destina-se a atingir um fim que seria a formação do educador, fim este que não se restringe apenas à escola, mas a todos os processos de aprendizagem.
Neste processo é necessário que se reconheça que um educador nunca estará definitivamente pronto, a prática do dia-a-dia o tornará apto a refletir na relação existente entre teoria e prática que o auxiliará na compreensão de seu trabalho e reconhecimento de suas funções.
É preciso que o professor reconheça o contexto da prática pedagógica, quem são seus alunos, qual a idade deles, qual a condição social na qual estão inseridos para que assim possa selecionar materiais adequados aos diferentes contextos. É necessário conhecer o ambiente ao qual pertencem as pessoas a quem se ensina com o fim de contextualizar a pratica educativa ao meio no qual estes alunos estão inseridos. Cabe ainda ressaltar a necessidade de planejamento das atividades de ensino-aprendizagem de forma que haja também certa flexibilidade no que se refere ao cumprimento do cronograma estabelecido, ressaltando que flexibilidade não implica em falha, mas em atender as necessidades do ritmo de aprendizagem dos alunos.
Quando pensamos no aspecto histórico podemos afirmar que a Didática foi originada em 1657 e definida como uma perspectiva normativa e prescritiva de métodos e técnicas de ensinar, definição essa que se encontra até hoje nos conceitos delimitados pelos profissionais da educação.
Para poder entender a Didática e a sua importância na formação do docente é necessário saber o que está contido na definição de educador; sendo ele (o educador) aquele que possui o domínio sobre as formas, métodos e conteúdos a serem ministrados, que observa e reflete sobre os meios sociais, culturais, institucionais em que a informação, o conhecimento e a aprendizagem se dão. Através desta informação se torna mais fácil entender que a Didática é o estudo do ensino e que por isso o papel do professor no processo da educação e aprendizagem, veio, por sua vez, trazer diversas maneiras de se compreender e realizar tudo que já está anexado à definição de professor.
Através deste raciocínio acrescentamos um trecho sobre o pensar de Pimenta com relação à Didática e a formação de professores: ‘’(...) enquanto área da Pedagogia, a Didática tem no ensino seu objeto de investigação. Considerá-lo como uma prática educacional em situações historicamente situadas significa examiná-lo nos contextos sociais nos quais se efetiva – nas aulas e demais situações de ensino das diferentes áreas do conhecimento, nas escolas, nos sistemas de ensino, nas culturas, nas sociedades -, estabelecendo-se os nexos entre eles. As novas possibilidades da didática estão emergindo das investigações sobre o ensino enquanto prática social viva (...)’’ (Pimenta, 1997, p.53).
Percebemos de forma empírica, como alunos de graduação, que muitas vezes os professores no Ensino Superior carecem de formação pedagógica, da contribuição da Didática na sua prática e formação.
Em suma, a Didática se refere aos métodos e técnicas de ensino e visa aprimorar o processo de aprendizagem e, até mesmo, identificar os problemas que impedem o sucesso do mesmo. Por esse motivo ela não pode ser encarada apenas como uma mera disciplina obrigatória, pois ela cumpre um papel de extrema importância, seja no ensino fundamental, médio e/ou superior, necessitando ser vista como uma ciência que também contribui para a formação do cidadão desde a Educação Básica.


Referências bibliográficas
CUNHA, Maria Izabel. Princípios didáticos na ação docente: conhecimento como expressão da ação humana. PUCPR.
PIMENTA, S. LIMA, M.L. A Didática na formação docente. São Paulo: Cortez, 2004 – (Coleção docência em formação. Séries saberes pedagógicos).



Bárbara Dias Rezende
Jéssica de Souza Ferreira
Marcela Batista Silva Franco ( marcela_bsfranco@hotmail.com)
Olavo R.S. Neto

sexta-feira, 9 de abril de 2010

A aula e a sala de aula: espaço de construção de saberes

Que a sala de aula é um espaço complexo e de difícil análise ninguém tem dúvidas, mas aqui tentaremos elucidar esse ambiente onde as relações entre educando e educador promovem o conhecimento e o desenvolvimento do indivíduo intelectual e social.
Segundo Rodrigues (2002), a sala de aula é usada como um ambiente para as interações. Essas tratam da formação de saberes através da experiência entre os indivíduos, ou seja, ela pode potencializar o conhecimento através da vivência social entre educandos e educadores.
Mas não pensamos nessa sala de aula, e propriamente a aula como uma situação estática, pelo contrário ela deve ser vista como um ambiente dinâmico onde pode-se incorporar diversas ferramentas visando o conhecimento. Nem mesmo a socialização deve ser visto como algo rigoroso e apenas presencial.
Paulo Freire dizia que ninguém educa ninguém, assim como ninguém se educa sozinho; alguém só pode aprender se existir uma pessoa que lhe deseje ensinar. Da mesma forma, alguém só ensinará se houver um indivíduo ardentemente predisposto a aprender. Com isso entendemos a necessidade de trazer para essa aula o contexto do aluno, porque aí sim, estaremos instigando o aluno à aprender.
Esse aprender não remete apenas ao conhecimento físico sobre as teorias, mas também da construção de saberes diversos como culturais, sociais, éticos e morais, que constroem e constitui os homens.
"Não é no silêncio que os homens se fazem, mas na palavra, no trabalho, na ação-reflexão." (Paulo Freire, 1996).

Escrito por:
Ana Paula Ferreira;
Ariana Aparecida Soares Leonel;
Natalia Pereira Inêz.

Referências Bibliográficas:
http://www.educacional.com.br/articulistas/outrosEducacao_artigo.asp?artigo=artigo0045
http://www.ufpi.br/mesteduc/eventos/iiencontro/GT-2/GT-02-14.htm
http://www.apagina.pt/?aba=7&cat=163&doc=12096&mid=2
http://portal.mec.gov.br/secad/arquivos/pdf/eja_caderno2.pdf